Coletivo Brancaleone

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Direto de Bogotá

Domingo, dia 26, esperamos todos no Cidadão do Mundo em São caetano do Sul para conferir o som com as bandas Bob Rozz, KRH, Social Chaos, Homeleess e Corre que Jesus Voltou. A partir das 15h.


Para entrar na faixa acessem o blog no dia 24/06 e participem da promoção!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Punk um dia, Punk até morrer...

Ufa, depois de muita correria no fim de semana, estamos de volta, no empenho dos próximos eventos, mas como não poderia faltar, esta aí uma resenha do som "A Velha Escola do Punk Rock", livremente copiada do blog do nosso amigo e parceiro, Feio: http://cenapunksp.blogspot.com/ .



A noite do dia 11 de Junho de 2011, geladíssima e em semana de pagamento, foi dos Punks de “cabeça branca” ou cabeça “pelada” pela calvície, mas que um dia foram cabelos curtos ou moicanos. Barrigas maiores que já foram magras,que faziam parte do corpo franzino que era o corpo de muitos jovens punks. Rugas e sinais do tempo nas “Senhoras Punks”, que já foram meninas cheias de maquiagem no rosto e cabelo “Joãozinho” que era comum no início dos anos 1980. Pick Ups Technics e iluminação modernosa com efeitos multicoloridos, 2 strobos portentes, um mixer enorme da behringher, no lugar de sons de fita e salões escuros ou de iluminação rudimentar. 30 anos depois as coisas mudaram... mas o Punk Não! As mesmas pessoas, os mesmos discos, o mesmo êxtase em cada música que se iniciava... era isso que se via neste evento que pela qualidade que teve marcou época.

Eu, no alto dos meus 23 anos, pude presenciar com um pouco mais de tecnologia no processo o que era um legítimo “Som de fita”, tão popular no início do movimento Punk, e lamentar porque esta prática se perdeu com o tempo (Organizo uns sons de Notebook por aí, a evolução da fita... mas a geração atual é muito apática pra essas coisas e dá um certo desanimo). Pude interagir com os Punk Véio, tanto em conversas e cervejas, como fazendo parte da organização e do comando da iluminação. Uma noite memorável, sem sombra de dúvida. Mas que pra nós, da Brancaleone começou quando o sol ainda estava decidindo se dava uma esquentadinha em nossas cabeças na tarde daquele sábado...

Cheguei ao local, acompanhado pelo parceiro de maloqueiragem Rafael (que fazia parte da outra banda que eu fazia vocal, “Os mundrungos” ) por volta das 18:30, afinal estava aqui na lojinha trabalhando. Mas a Mara, provando porque quem constrói as coisas úteis no Rolê não deve parar nunca, estava por lá desde o início da tarde já correndo atrás das paradas. Correria que se estendeu até mesmo depois da hora em que chegamos: Sobrou até pro Rafael, que, apresentado à mara foi apresentado à vassoura e ao local onde a mesma deveria ser utilizada. E eu, apresentado à mesa de luz e de som, tão complexos que até esse asno aqui que escreve, aprender a mexer naqueles trecos, foi treta. Mas eu teria que aprender senão, não iria ser tão legal como foi. Bendito do técnico da casa que me deu umas dicas. Mas tive que me virar sozinho varias vezes até acertar o ponto certo das coisas (a mesa de luz era moleza, mas o que era aquela mesa de som, meu Deus?).

Por volta das 20 hs chegam as parafernálias dos Djs: Pick Ups, Mixer, Pré-amps, CDJs, sequenciais, Strobo, e os suportes para aquelas coisas todas se apoiarem e pendurarem para funcionar. Chega também o super DJ Luiz Ratinho, que ao lado do (olha ele de novo) Ariel comandaram esta noite compartilhando com nossos ouvidos o som de seus vinis raríssimos e de valor inestimável. Montada toda a aparelhagem, os últimos corres foram feitos, como buscar os perdidos na estação e sair pra trocar dinheiro nos guichês da rodoviária ali próxima e botecos quase fechando para garantir troco para o bar. E por falar em Bar, o mesmo foi comandado pela Bar Bar’Oz, empresa especializada em bar e bartenders, garantindo ao evento uma grande gama de opções de drinks ou Cachaças Violentas, a gosto e bolso do freguês, ainda sim que o preço das bebidas estavam ótimos e justíssimos, tendo como resultado rápido a visão do primeiro bodiado que se abrigou dormindo de bêbado no canto do salão por volta das 22:30, quando tudo ainda estava começando...

Os velhos amigos ao se reencontrarem dão fortes abraços cheios de saudades, do tempo que não tinham as mesmas responsabilidades e compromissos e tinham a idade de curtir a juventude e se viam praticamente todo fim de semana. O DJ Ratinho, do lado de fora do salão após observar a rua do evento, vendo que eu estava perto, direciona a palavra a mim e relata que Nunca pensou que estaria tocando em São Caetano. Afinal, no começo de tudo (ele já era DJ), tinha aquela velha briga do pessoal de São Paulo com o pessoal do ABC. Mas naquela noite o que se via era a mais completa paz, clima amigável e os Punks do ABC estavam presentes... mas só que a galera da nova geração em sua maioria.

Pudemos considerar que a festa começou por volta das 21:30, neste horário descrito já tinha som rolando e gente pogando. Mas como todo evento que vira a noite que se preze, depois das 23 horas que a galera começou a chegar em peso e o chicote estralou. E eu lá, sóbrio, serrando cerveja de quem passava por mim, na mesinha de som dando as cores do palco. Neste meio tempo o Rafael levanta do seu sono no quartinho restrito(afinal, protagonizamos na noite anterior um porre homérico com bilhar e videokê no cesar bar – eu fui pra casa, ele não, e foi viradão) e teve curiosidade de aprender a mexer na mesinha de luz. Ensinei-o, isto possibilitou o revezamento de pogo dos dois “operadores” de iluminação no lugar certo: a pista, que fervia ao som caloroso dos vinis raros dos dois DJS. Coisas que a gente pôde ouvir como The members, Penetration, Chron Gen, Interterror, New York Dolls, MC5, Stooges, entre muitas coisas que eu não sabia o nome e acho que nem vou saber. Afinal é tanta coisa, tanta banda, tanto artista, tanta raridade... isto mostra a amplitude e a Grandeza do Punk, que enquanto a imprensa decretava sua morte, estava apenas num embrião que hoje é algo cada vez mais forte apesar dos pesares (ao menos culturalmente). Ver senhores e senhoras pra lá dos seus 50 anos pulando freneticamente com latinhas de cerveja na mão cantando junto os refrões dos clássicos do punk rock me fez vir á mente aquelas cenas de documentários sobre o inicio do punk no brasil, em que alguns deles eram bem novinhos.

Eis que Ratinho ergue com orgulho o seu maior troféu e objeto de desejo de todo punk há mais de 30 anos: Seu disco do Sppedtwins! Retira a bolacha com total cuidado da quase intacta capa e coloca sobre uma das duas Pick ups... “My generation” começa a rolar e a casa vai abaixo! Tão raro e valioso (Muito, muito, muito, muito difícil de encontrar e o dobro desse tanto de muito em se tratando de caro) e tão poderoso, este vinil rolando foi o ponto alto da festa. A pista não poderia estar lotada como antes (quando tocava músicas do Punk 77 que até minha vó conhecia), mas quem estava ali pogava enlouquecidamente! Um lado completo do disco fez a alegria da galera. Como meu blog não é de blá blá blá musical, vai na porra do google e procura saber sobre a importância desse disco do Speedtwins e você entenderá o que eu estou falando.

A noite foi avançando e o pessoal cansando... Uns iam embora, outros encostavam, mas a festa rolou até ás 5 da manhã – com o som – com direito á extensão de trocas de ideias até ás 6 e meia da manhã. E quem arredou o pé foi mesmo a galera nova (eu mesmo 5 e meia da manhã já saí correndo). Isto prova que Punk um dia, Punk até morrer! E que os sons de “fita” tem mais é que voltar! Não é a mesma coisa do que som de bandas, mas também faz parte de nossa cultura! Afinal são festas para descontrair mesmo, confraternizarmos, dançarmos e conhecermos mais bandas. Eu como DJ (quer dizer, no meu caso, cara que tem uns cds e um computador e faz uma macumbinha no virtual DJ pra parecer que o negócio é uma pick up) posso dizer isso que não há nada mais gratificante para um DJ do que estar conduzindo um momento de alegria e êxtase de várias pessoas, além do prazer em responder a dúvida do ouvinte sobre qual artista que está rolando. Esta pessoa que pergunta pesquisa mais sobre tal artista e procura outros do mesmo estilo e quem sabe um dia não vira DJ também?Certamente Ratinho e Ariel se sentiram assim.

Saldo final: Evento perfeito, só entre amigos e som de qualidade. Briga teve uma, mas do lado de fora e de... Namorados. Aí já saiu do campo Punk, afinal, em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Como chegar?

Está chegando, amanhã é o dia da nossa Velha Escola do Punk Rock! Esperamos todos lá.
Como algumas pessoas já vieram me perguntar como chegar no pico onde o som rolará, taí um mapa para vocês.

Fonte: Google Maps


O jeito mais simples de chegar é de trem. Basta descer na Estação São Caetano da linha Turquesa da CPTM. No mapa está indicada a localização do Cidadão do Mundo, na Rua Rio Grande do Sul, 73. 

E não esqueção, no domingo o barulho continua com a fest "Sunday Blood Sunday". A partir das 15 horas, com as bandas Sistema Sangria, Oligarquia, Heresia 666 e Mantrayard. 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Velha Escola do Punk Rock

Sábado, dia 11 de junho é dia de engraxar os coturnos, vestir a jaqueta de couro, erguer o moicano e relembrar os “sons” de antigamente. Essa é a proposta da “Velha Escola do Punk Rock” , evento que vai acontecer  no Cidadão do Mundo em São Caetano do Sul, a partir das 21 horas.

O som será de vinyl e a discotecagem estará no comando do Luiz “Ratinho” e do Ariel, vocalista da banda Invasores de Cérebros. A escolha não foi à toa,  ambos tem uma longa história dentro do punk rock e conhecem muito punk rock.  “Virei DJ com apenas 13 anos de idade , freqüentando o 9. Modéstia a parte  fiz muitos punks darem jaquetadas no chão”, conta Ratinho. “A maior parte da minha história no Punk, passei discotecando pelas quebradas paulistanas, com vinil, gravador de rolo, fita cassete e mesmo com CDs, em aparelhos próprios ou em casas noturnas. Transformava qualquer salão ( creches, sociedades amigos de bairros, clubes de futebol amador, garagens de casas) em salões punks do dia pra noite”, afirma Ariel.

Tudo começou em picos como a Gruta, na Zona Norte, a igrejinha na Vila Amália – a missa acabava às 18:00 então tiravam os bancos e o altar para o som rolar – o Construção, na Vila Mazei – o melhor de todos na opinião do Ratinho – o Dinora, na Av. Casa Verde – um forno de padaria desativado -  entre outros, como o Templo do Rock no Pari, a One Way, no Tucuruvi, os sons no Mont Blanc e no Ácido Plástico em Santana.

Nessa época  rolavam os sons de fita. “Antigamente não existia banda tocando toda hora como agora e precisávamos criar condições para que o pessoal pudesse se reunir e escutar as novidades vindas de além mar. Escutávamos em princípio na casa de alguém que possuía os discos de Punk Rock, que eram raríssimos de se encontrar e por isso caros. Fazíamos cópias em fitas cassete e organizávamos sons de fitas em algum salão alugado pelas quebradas. No nosso pessoal, todos colaboravam com a organização do evento e tínhamos desde quem fazia os cartazes com visuais criados por nós, quem montava e ficava no bar, na portaria, etc.”, fala Ariel. “Também acontecia sempre de chegar algum Punk de algum lugar, com novidades fresquinhas gravadas em fitas.”, acrescenta Ratinho.

É este universo que será recriado no sábado, com o som apenas dos vinys tocando. “Tocar com vinyl, é como voltar nas raízes , voltar em um passado que deixou muitas saudades, ainda mais falando de punk rock, que os discos são super raros.”, afirma Ratinho.  “Acho legal a discotecagem em vinil porque resgata uma forma de se comunicar com paixão, tratando a música com certa dignidade, pois a frieza das mídias atuais não nos deixam sentir tudo o que um LP (por exemplo) tem a oferecer em termos de arte, que começa na capa com ilustrações fantásticas, passando por informações técnicas e preciosas sobre a história da banda sem contar que o som da agulha no vinil traz as frequências mais abertas, enquanto a digitalização das novas mídias as "chapam" um pouco.”, defende Ariel.

Nas pic ups irão rolar muitos clássicos, mas o pessoal também pode esperar por sons novos. “Sons que o pessoal pode esperar: aqueles que fazem voltar no tempo, aqueles que quando toco todo mundo agita. É incrível,
quando toco para o pessoal, dou o melhor de mim, apenas para ver todos curtindo e voltando no tempo 33 anos atrás” conta Ratinho.

“Podem ter certeza que tanto eu como o Ratinho, somos apaixonados por esse som que revolucionou, não só uma geração, mas toda a história do Rock em todo o planeta e quem for ao som do dia 11 não sairá de lá impune.”, afirma Ariel.

O som no dia 11/06 servirá para os “punks das antigas” relembrarem os velhos tempos e matarem a saudade, e para os punks da nova geração conhecerem um pouco mais do que é a história do movimento punk em SP. 

sábado, 4 de junho de 2011

BRANCALEONE APRESENTA.... DIRETO DE BOGOTÁ / COLÔMBIA



Em parceria com a distro El Brujo (Borella), Brancaleone apresenta, pra quem gosta de barulho de primeira qualidade, essa sonzera...diretamente de Bogotá / Colômbia. Vamos lá conhecer e curtir o trabalho dos 'hermanos'....

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Brancaleone Punk Rockers

... E por mais de trinta anos, o que parecia ser só apenas uma explosão musical e visual, perdurou como uma luta séria pelo mundo todo. Sim, o PUNK está firme e forte no mundo inteiro. Longe da mídia, dos holofotes, das revistas de música... Mas presente no coração de milhões de pessoas espalhadas por este mundão imenso, provando que ainda tem muita coisa para mostrar.
Por aqui no Brasil, ganhou identidade própria. Surgido em anos de ditadura militar e sendo os primeiros grupos de interessados  oriundos das periferias – principalmente nos subúrbios da Grande São Paulo, o grande epicentro do movimento – o movimento punk se afirmou com o passar dos anos como uma opção e estilo de vida para jovens sem futuro ganharem ânimo e força para reivindicarem uma vida melhor, um mundo mais justo e questionar tudo que se apresente como conveniente para as massas.
Foi bem notado no início dos anos 1980, com o surgimento dos primeiros discos punks como “Grito suburbano” (1982), “SUB” (1983) e do maior festival Punk já realizado no mundo – não pelo tamanho, nem quantidade de bandas, mas por sua sinceridade e crueza, que apresentaria o punk Brasileiro ao mundo. Estou falando do Começo do Fim do mundo, realizado no SESC Pompéia em 1983.
Aqueles garotos estranhos, sujos e agressivos tinham sim algo a dizer. A sisudez não era apenas estética. Os fanzines e bandas cuspiam toda a realidade num povo que não queria (e ainda não quer) nem ouvir balbuciações de coisas sinceras. A verdade sempre incomodou as pessoas,  simples mortais  explorados. E, porque não incomodaria a mídia e o governo militar da época?
Devido a uma briga durante o festival, tido como “novidade” para a imprensa cultural na época, a imprensa marrom chegou rapidamente e tratou de começar a lapidar uma estátua estereotipada como o Punk sendo omarginal. O Governo começou a caçar os punks na rua: eles já faziam parte dos grupos de demitidos das empresas após matérias sensacionalistas, dos Torturados pela ditadura, dos então malvistos pela família... Mas nossa luta apesar disso tudo pode ter sido ofuscada pelo tempo e pela debandada de membros... porém sempre existiram aqueles que sempre estiveram ali firmes e fortes e continuaram esta luta libertária e cultural pelas décadas seguintes, encantando gerações e perpetuando a nossa cultura até os dias de hoje.
Porém, nem tudo são flores... Assim como na polícia existem membros assassinos e corruptos, assim como no congresso existem ladrões engomados, assim como nas igrejas existem oportunistas sem nenhum pingo de Deus no coração mas com o mesmo nas palavras que ludibriam, assim como no pagode tem gente que pratica tráfico e assalto, assim como no funk que tem gente que faz apologia a drogas e sexo com menores, assim como na MPB que tem muito pseudo-intelectual maconheiro, o movimento punk também tem seus “podres”. São pessoas que não precisam de um ideal para viver, mas de um grupo para andar, de um álibi para justificar as coisas ruins que os seus impulsos emocionais os movem a fazer. Tais integrantes são responsáveis por agressões, assassinatos, vandalismos injustificados, ações preconceituosas cometidas em nome do movimento Punk. E mais uma vez a massa que não procura se importar com as lutas sociais e  nem com o que tem a dizer cada grupo, prefere acreditar numa imprensa que se digladia pelo furo sensacionalista da notícia envolvendo aquele pseudo-punk, em suas conclusões definindo de forma errônea o que seria o Punk para o povo.
Neste país sempre foi praxe o punk na mídia (com raras exceções) aparecer sempre  sendo detido após algum delito e em entrevistas é dado um espaço editado só com o que interessa para a imprensa das declarações de alguém tentando provar que focinho de porco não é tomada. Conta-se nos dedos as vezes em que o movimento apareceu em destaque como algo cultural, como algo que pode contribuir na capacidade de pensar e refletir o mundo sob o ponto de vista libertário. Isto acaba gerando confusão na cabeça das pessoas, que pensam que os punks são nazistas, preconceituosos, homofóbicos, criminosos, bandidos, e outras coisas ruins entre as alcunhas pejorativas.
Ás vezes algumas pessoas até entram no movimento justamente por causa dessas alcunhas dadas ao punk, e fazem isso ao pé da letra por estarem numa fase de autoafirmação e precisarem chamar atenção de alguma forma. É lógico, estas pessoas depois de ajudarem a atrapalhar a luta alheia são presas, assassinadas por rivais de igual estirpe de gangues, passam para o lado dos grupos de extrema direita ou simplesmente aderem a uma religião qualquer chamando sua vida de “punk” de  fase de trevas, atraso de vida, decadência, entre outras coisas mais.
Porém, nenhuma pessoa que adote o senso comum como cabresto de seus pensamentos e atitudes (a maioria da população, dizendo mais claramente) tem a noção do que é a real luta do Punk, a amplitude de tudo que foi construído nessas décadas de batalhas incessantes.  A idéia de como a paixão pelo que se faz por parte dos punks que construíram e constroem a cena, é capaz de fazer um estrago enorme no cenário cultural e político.
Quem entra no movimento geralmente por causa de duas ou três bandas, morre com o conhecimento de pelo menos umas 500 bandas – e olha que isso não chega nem ao dado percentual de “traço” (-), que significa insuficiente para se enumerar diante da amplitude de tudo aquilo que o punk é e sempre será.
O Brasil em especial é o palco do PUNK no mundo. São Dezenas de Milhares de Bandas que tocam pelo país todo, toda semana, movimentando e perpetuando a cultura e os ideais do movimento Punk. Na região da Grande São Paulo não há um único fim de semana em que não haja um show punk, um evento cultural organizado por um punk ou algum encontro ou manifestação. Não importando se é um evento musical de grande porte ou uma panfletagem numa praça do interior num domingo qualquer, isto deve ser visto e valorizado. Isto mostra como somos fortes, mostra nosso valor como movimento político-cultural. Pode ser que nossos métodos de apresentar quem somos nós não sejam tão convenientes, mas quem supera a falta de conveniência no fim das contas descobre seres humanos de valor em cada um daqueles rostos rudes e roupas rasgadas ou sem visuais mas com a indignação com as injustiças á flor da pele e que matam a vontade de gritar sufocada no ar, como diria a canção Punk “garotos do subúrbio” da banda inocentes.
São inúmeros fanzines, modo de comunicação adotado hoje em dia em outras culturas como a Hip Hop, Gótico, e até em pequenas cidades do interior do país divulgando coisas como Grupos de forró. São inúmeras “Distros”, que se encarregam de levar e trazer os sons e culturas de países diferentes através da comunicação, na base da troca ou da venda a baixo custo, no intuito apenas de Divulgações. São Inúmeros coletivos, que organizam encontros, reuniões, intervenções culturais, fanzines, eventos e até mesmo peças teatrais, dentro do contexto punk e no ponto de vista libertário.
A falta de recursos não deixa o punk de cabeça baixa – afinal de conta um dos nossos maiores valores é justamente superar as dificuldades para chegar em nossos objetivos. Somos Guerreiros suburbanos, a luta para sobreviver está no nosso sangue e está presente não só na vida punk como na vida social. Uma falta de computador não impede um fanzine de existir – Temos mãos e canetas para escrever o que queremos; Uma falta de espaço não impede uma banda de tocar – Temos os botecos de periferia que cedem o espaço para nós (ganhamos o espaço e eles ganham com o consumo da galera); Uma falta de dinheiro não nos impede de nos divertir ou fazer o que deve ser feito – podemos pular catracas de ônibus ou fazer arrecadação de moedas para entrar num show.
E dentro desse contexto de preservação da cultura Punk e da manutenção e divulgação dos ideais Libertários, surge em 2011 o coletivo BRANCALEONE PUNK ROCKERS, juntando o que há de melhor no movimento punk de ontem e de hoje, trabalhando para que o mesmo tenha um Grande Amanhã.
Inicialmente a BRANCALEONE iria apenas reunir-se para realizar mais uma edição dos festivais SP PUNK, rebatizado para MANIFEST, um nome mais global, sem fronteiras e totalmente Independente, juntando a luta do Punk, a MANIFESTação, presente na arte e cultura subversiva e libertária através principalmente da música, maior canal de exposição de ideias e maior atrativo para conhecer o movimento ou simpatizar com o mesmo, com o FESTival, com a FESTa que será apenas o formato da transmissão das ideias e divulgação das bandas como também a confraternização a todos que desejam compartilhar desse momento tão festivo e importante que será devolvido ao movimento punk e ao calendário cultural paulistano.
A proposta foi evoluindo e surgem então os eventos “pré-manifest”, que são prévias do festival que está por vir, mostrando em várias partes da cidade de são Paulo e região metropolitana que vem coisa boa por aí, atraindo a atenção até mesmo de bandas de várias partes do Brasil. Não satisfeito, o coletivo também realiza eventos além dos pré-manifest, no Espaço Cultural Cidadão do Mundo em São Caetano do Sul, uma parceria que vai render muitos bons eventos por lá, beneficiando não só o calendário cultural da região do ABC mas como também de São Paulo, devido a facilidade de chegar e a proximidade com a Capital Paulista.
A Junção da experiência dos membros mais velhos do coletivo com a vivência e conhecimento das necessidades do atual movimento punk dos mais novos são os fatores fundamentais para que o C oletivo Brancaleone esteja sempre integrado a todos que independente da idade se interessam pela cultura punk, além de os membros aprenderem uns com os outros e compartilharem histórias e opiniões.
Estamos aqui para meter a cara novamente, para o Punk ser cada vez maior e melhor e provar que só união e persistência são capazes de produzir coisas Grandes e Importantes, mesmo sem um centavo no bolso como ainda é nosso caso. O espírito de Luta está presente em nossos corações e isso só irá motivar o esforço que faremos para conseguirmos o que queremos. Avante, PUNK!
                                                                                                                                                                     
BRANCA! BRANCA! BRANCA! LEONE! LEONE! LEONE!

Fernando Feio,

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SUNDAY BLOOD SUNDAY

Dia 12 de junho, a Brancaleone e o Espaço Cultural Cidadão do Mundo apresentam o fest "Sunday Bloody Sunday", com 4 expoentes da música pesada brasileira:
Heresia 666, Mantrayard, Sistema Sangria e Oligarquia.

As bandas Heresia 666 e Oligarquia estarão fazendo o pré show de lançamento de seus cds (Ad Vindctam e Destiling Hatred, respectivamente).
O Heresia 666, cria seus temas calcado no Hardocre D-beat, mas com vários elementos de outros estilos musicais, como o Death Metal.

Sistema Sangria, uma das mais ferozes bandas da cena nacional, quem conhece sabe que vai conferir quando essa banda entrar em cena.

Oligarquia, um dos maiores expoentes do death metal nacional, após o lançamento de 2 cds e vários shows por todo o Brasil a banda nos brinda com mais um lançamento de peso na cena nacional.

A banda Mantrayard se junta a esse time para fazer um som de qualidade. 

Quem conferir o fest "Sunday Bloody Sunday", sabe que vai encontrar bandas de qualidade inquestionável e que fazem com que a música pesada brasileira seja destaque em todo mundo.



O som começa às 15h. Os ingressos custam R$10,00. 
Fiquem de olho na promoção ENTRE NA FAIXA.